domingo, 14 de março de 2010

Dead man tell no tales...

Uma vez escrevi que um homem não podia morrer.
Uma vez escrevi que a sua voz permanece depois da morte.
Uma vez escrevi que ele ouve, sente, fala, conversa, tem sede, fome e sonhos.
Um morto pode sonhar.
Uma vez escrevi que ele não morre porque simplesmente se esqueceu.
Esqueceu-se de tudo à sua volta.
Esqueci-me que isso é estúpido.

Que é que importa quando se esquece? O que é que importa se somos esquecidos quando o equivalente é morrer para todos?

Um homem dentro de uma prisão não morre, fala, pensa, ouve, conversa, tem sede, fome e sonhos. Ele pode sonhar.
Dufresne prova a minha teoria errada. Se ele sonhava, vivia...

Sempre com as mesmas palavras... by the sea....

4 comentários:

Flávio Neto disse...

...e nunca estás verdadeiramente morto enquanto alguém sonha contigo. Aliás, é nesse moomento que estás mias vivo para essa pessoas. Just my 2cents.
Keep it up :)

mama aqui disse...

uma vez disse de mim para mim como quem monologa com a vagina mas sem a dita que bom seria se o homem apesar da voz preferisse a pertinencia e de vez em quanto fechasse a matraca a cloaca a tua cabeça de merda. morre de escorbuto.

rata estrábica disse...

na cama eu estava como morto
meu rochedo já s'encontrava torto
em inclinação leninista radical
por usar sempre a dextra ao dar ao pedal

gostava de lamber-te a testa
amamentar-te do que resta
a minha poesia não presta
mas comi pregos
com ferrugem

muito tua,
pata sádica autista

AnCaLaGoN disse...

Comentários desta estirpe nunca são para censurar.

Raramente vi tanta qualidade literária num comentário.

Pena é perder tempo por aqui... raramente vejo qualidade literária por estes lados.

Já agora, fucking machines é awesome.